sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A volta, o tango e o olhar da lua

Autor - Welington Rodrigo
 
Indubitavelmente longe do meu coração vaguei sem inspiração, sem histórias para contar, desligado de mim mesmo. Sem promessas para cumprir, sem memórias para lembrar, um pouco afoito, procurando alguém para viver meus sonhos e, egoísta por pensar assim.
Estou recuperando meus dias, pois sei que as frases que saem da minha boca vêm de meu peito, e o que escrevo nas areias na beira da praia, são palavras a esmo que se não encontrar um olhar rapidamente será levada com as ondas. Talvez um dia, as pessoas comecem a me ver com olhar amigo e não, com esse jeito de medo, às vezes de dó. Talvez um dia eu aprenda a tocar clarineta, violino ou bater lata em alguma entidade de menores carente.
Talvez um dia eu largue tudo àquilo que eu ainda não conquistei e irei aprender a dançar tango. Quem sabe em uma noite fria de vento forte, ao som das ondas batendo nas rochas, possamos vestir nossos melhores trajes e dançar um tango aos olhos da lua.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Dias em que pensei ser forte

Autor- Welington Rodrigo




Em dias em que pensei ser forte, rasguei- me a carne a procura de minha alma. Chorei de tédio e não de dor, preso em meus bons pensamentos, mesmo sabendo que minha realidade era cruel.
Precisava de aventura, perigo ou de apenas um amigo, ou então de um desconhecido para me escutar. Não sentia frio e, mesmo assim me escondia dele, não temia o sol e, mesmo assim me privava dele, não sonhava mesmo passando tanto tempo dormindo.
Acho que a culpa de tudo isso foi a derrota, pois ela não largava minhas mãos e junto com a solidão nós formávamos o famoso trio de ouro.
Em cânticos tristes e melancólicos ao ritmo da gaita, trilhava minha sonora vida. Refrões repetidos era minha monótona e circulante passagem pela a Terra. Talvez aja uma estrela em minha vida, talvez brilhe o sol em minha janela, talvez um dia alguém não me diga que somos apenas amigos, talvez alguém me acerte o alvo e acabe logo com isso.
Em dias em que pensei estar tudo acabado, então amanheceu o dia, tomei um forte café preto, abri a janela e fiz uma linda poesia. Que falava sobre o sol, flores, amores, sentimentos e alegrias.
Sentimentos a qual eu não mais me deixo dominar, é perigoso é fraqueza, é poder de matar a razão, então não se deixe levar pela emoção. O coração é cego, o sangue esquenta e esfria o corpo, amolece a carne e peca ao dono.
Aventura é viver de emoção, esconder a razão e fingir fechar os olhos, sentar na garupa do coração e ver qual o destino que te esperar, sem se preocupar, sem se importar com o caminho, sem ter medo do perigo. Poderei eu não ser, não ter, não ver...?
As águas que hoje caiu, levou o medo, a tristeza e o vazio, lavou minha alma, regou as arvores, mas também destruiu; Nem tudo que é bom pra você pode ser bom para mim!
Às vezes me sinto como um capacete de um piloto KAMIKAZI; Não precisam nem refletir sobre isso, você também seria um inútil.
E às vezes me vejo no topo do pódio, com uma mão em meu peito e com a outra seguro firme a bandeira de meu país, em meio a choros e soluços cantando o hino da minha pátria mãe gentil, e celebrando minha vitória. São esses os dias em que me vejo derrotado por minhas emoções e, abandonado por minhas razões.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Singelos Pensamentos de um eterno Sonhador


Autor- Welington Rodrigo

Esquecido pela vida me esqueci de viver.

Pulando de pontes sem saber o por que
Lá fora os pássaros cantam, celebrando sua liberdade
E eu aqui, preso em mim mesmo e por eu mesmo
Triste liberdade que me assusta
Que faz eu me prender ao passado
Que me deixa sufocado ao presente.
Grito vitórias que ainda não vieram
Pois creio que falar de coisas boas me atrai ao mesmo
Singelos pensamentos de um eterno sonhador
Confuso pelos erros e, motivado a vencer!